Concursos
OPERAÇÃO ADINAMIA
Suspeito de fraudar concursos no Piauí transmitia gabaritos
O esquema corrompia fiscais ou usava candidato falso, que gabaritava questões e repassava informações por ponto eletrônico aos clientes
10/11/2017 por Redação
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Os presos devem responder por fraudes em concursos públicos (Foto: Reprodução/Facebook)

A delegada Yolanda Leite da Polícia Federal afirmou que o suspeito indicado pela Operação Adinamia no Piauí não agia sozinho e participava de uma quadrilha interestadual de fraudes em concursos públicos e Enem. A operação foi deflagrada nesta quarta-feira (08/11) e o investigado foi conduzido à superintendência da PF em Teresina.

O suspeito do Piauí, conforme Yolanda Leite, não atuaria sozinho no estado. Ele transmitiria os gabaritos a candidatos piauienses a partir de dados do Ceará. Já na Paraíba, os alvos da operação seriam uma pessoa envolvida no grupo e dois universitários suspeitos de serem clientes.

O esquema suspeito de fraudar provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e outros concursos corrompia fiscais ou usava candidato falso, que gabaritava questões e repassava informações por ponto eletrônico aos clientes. A conclusão é da operação Adinamia, da Polícia Federal em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), que desarticulou a quadrilha, na quarta-feira. Em algumas ocasiões, o grupo tinha acesso às provas, violando o lacre antecipadamente.

Foram presos preventivamente quatro homens no Ceará, dois em Fortaleza e dois em Lavras da Mangabeira (a 417 km da Capital). Os municípios seriam os núcleos fortes de atuação do grupo. O terceiro seria Barbalha, no Cariri.

A delegada da PF em Juazeiro do Norte, Yolanda Leite, afirmou que a investigação comprovou a atuação da quadrilha no Enem de 2016. “Ainda não foi constatada nenhuma atuação dela no Enem deste ano. A operação foi deflagrada para preservar o Enem de 2017”, frisou.

“Há uma divisão de tarefas dentro da quadrilha. Os presos em Lavras desempenhavam papel importante no esquema. Os presos em Fortaleza são os chefes e principais alvos. Há indícios de que eles sejam servidores públicos relacionados ao ensino superior”, informou.

A organização fraudava certames, pelo menos, desde 2014. Além das prisões, foram cumpridos 11 mandados de conduções coercitivas e 21 de busca e apreensão em Fortaleza, Lavras, Barbalha, Juazeiro do Norte, Mauriti e Abaiara, no Ceará; São José de Piranhas e Cajazeiras, na Paraíba; e Teresina, no Piauí.

A PF informou acreditar na participação de mais de 20 pessoas no esquema. “Era uma organização criteriosa, com tarefas bem definidas, com arregimentadores, pessoas que transmitiam o gabarito e os chefes, que coordenam o funcionamento”, esmiuçou a delegada.

Vagas no curso de Medicina eram as de maior procura e, por isso, as mais caras, podendo chegar a R$ 90 mil. Metade do valor era pago aos criminosos antes das provas e a outra parte após a aprovação no curso. A PF não informou quais outros concursos foram fraudados.

Os presos devem responder por fraudes em concursos públicos, organização criminosa e lavagem de dinheiro, com penas de reclusão de um a quatro anos, três a oito anos e três a dez anos de prisão, respectivamente, e multas.

Fonte: Portal AZ

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