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ELEIÇÕES 2022

União Brasil oficializa pré-candidatura de Luciano Bivar à Presidência

Se confirmado pelo partido, Bivar disputará mandato pela 2ª vez. Partido chegou a articular candidatura única com MDB, PSDB e Cidadania, mas deixou grupo para ter candidatura própria.

01/06/2022 13h58
Por: Redação
Fonte: G1
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Foto: Google/Imagens
Foto: Google/Imagens

O União Brasil oficializou ontem terça-feira (31) em Brasília a pré-candidatura do deputado federal Luciano Bivar (PE) à Presidência da República.

O União Brasil é resultado da fusão entre o PSL, partido pelo qual o presidente Jair Bolsonaro (PL)se elegeu em 2018, e o DEM.

Presidente da sigla com mais recursos na corrida eleitoral de 2022 (nos cálculos do partido, o montante pode chegar a R$ 1 bilhão), Bivar teve o nome referendado pela Executiva Nacional do partido em abril.

Na ocasião, o União Brasil chegou a articular com MDB, PSDB e Cidadania o lançamento de uma candidatura única (veja mais abaixo), mas a sigla decidiu deixar o grupo e lançar uma "chapa pura".

O evento de lançamento da pré-candidatura de Bivar chegou a ser suspenso por três vezes devido a problemas no fornecimento de energia elétrica. Durante a falha técnica, a transmissão também foi paralisada.

A presidente nacional do União Brasil Mulher, senadora Soraya Thronicke (MS), foi interrompida duas vezes por falhas no sistema de áudio, nas luzes cenográficas e no telão. Segundo ela, o evento passou por uma “falha técnica”. Depois das interrupções, que duraram cerca de dez minutos, o evento seguiu sem o telão de apoio.

Bivar foi orientado por membros da sigla a antecipar a fala para evitar novas quedas de energia. Em seu discurso, o pré-candidato defendeu que "nem esquerda, nem direita, é hora do União Brasil". O deputado disse ainda que é "imperioso" a sigla apresentar um candidato nestas eleições.

"Nossa comissão executiva e nossa bancada entenderam que é imperioso apresentar um candidato nestas eleições. Seria uma covardia um partido do tamanho do nosso deixar uma sociedade que clama por mudanças e chora por suas mazelas sem esperança. Vivemos sob o medo, a falta de oportunidade e a ameaça de um golpe ou retrocesso", disse Bivar.

A pré-candidatura de Bivar nasce, segundo Bivar, com o objetivo de ser uma opção entre a polarização dos primeiros colocados nas pesquisas de intenção de voto: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL).

“Eu não acho justo que os brasileiros vivam espremidos em uma ameaça autoritária e outra populista. Não admito”, disse Bivar, em discurso.

O deputado também afirmou que continuará defendendo ideais liberais econômicos e democráticos, e de uma simplificação tributária. A defesa do tributo unificado está também em um jingle da campanha de Bivar e foi a proposta mais citada no discurso do pré-candidato.

“O imposto único vem para diminuir a mordida, para não aumentar essa mordida do leão. Será um imposto só e todos ganharão”, disse, acrescentando que a proposta prevê que trabalhadores que ganhem até R$ 6 mil não terão descontos. “Isso sem perder nenhum direito”, acrescentou.

Segunda tentativa

Se confirmada a candidatura neste ano, será a segunda vez que Luciano Bivar tentará se eleger presidente. Na primeira tentativa, em 2006, Bivar disputou pelo então PSL, à época como o candidato com maior patrimônio declarado.

Em entrevistas, dizia ter certeza de que alcançaria o segundo turno. Teve 62 mil votos e ficou com a última colocação no pleito, isso sem considerar Rui Costa Pimenta (PCO), que teve os votos anulados.

À época, em um perfil escrito por ele ao g1, Bivar disse que desejava se candidatar por estar "revoltado" e "indignado". Defendeu a reforma tributária, com um Imposto Único Federal; a diminuição do Estado; e a manutenção de partidos pequenos.

Dezesseis anos depois, o deputado que a candidatura será focada na defesa de ideais liberais econômicos e democráticos, além da simplificação tributária, com o Imposto Único Federal.

Moro

O lançamento da pré-candidatura de Luciano Bivar acontece dois meses após o ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sergio Moro se filiar ao União Brasil.

Moro chegou a ser anunciado como pré-candidato à Presidência da República nas eleições deste ano pelo Podemos, mas deixou o partido e migrou para o União Brasil no dia 31 de março. Na ocasião, o ex-juiz afirmou que naquele momento abriria mão da disputa ao Planalto.

No entanto, no dia seguinte, o ex-ministro da Justiça disse que não desistiu de nada.

 

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